o 1ª bimestre nem acabo é eu já me sinto reprovado
sábado, Abril 19 with 145 notas
O relógio bate as horas, diz baixinho: Ele não vem.

Tom Jobim.    (via promisse)

quarta-feira, Abril 9 with 38.730 notas
Tá tudo tão neutro, tão nem aí, tão tanto faz. Que se você aparecesse aqui eu nem me alteraria. Já não há vontade de amor, passou, esfriou, morreu. Demorou demais.

Caio Augusto Leite. (via extinta)

quarta-feira, Abril 9 with 16.227 notas
O que eu sempre quis dizer aos meus pais
O que eu sempre quis dizer aos meus pais

E toda vez que eu tento dizer o que eu penso, você levanta a voz. E nós todos gritamos e ninguém se escuta. Pelo menos em palavras, eu tenho certeza que vocês vão acompanhar meu pensamento, não vão questionar nada até ter chegado ao final e, principalmente, não vão me interromper e nem gritar comigo. Eu não estou fugindo, nem saindo de casa, muito menos tentando deixar uma carta de adeus antes de me matar. Eu só quero que vocês me escutem.

Eu cresci. Você deve ter notado agora que tem que olhar pra cima para falar comigo. E não só em tamanho. Eu também penso, tenho escolhas, desejos, vontades e muitas delas irão contra suas expectativas, desejos, escolhas e vontades. Eu não quero mandar na casa, nem em você, nem em ninguém. Eu só quero poder ter o meu direito de escolha. Mesmo sem saber pra onde ir, o que fazer, o que é ou não melhor pra mim. Você também não sabe. A sua vida não é a minha vida. Suas experiências e seu mundo não são minhas experiências e meu mundo. Eu preciso errar, arriscar, me perder pra me encontrar. Com todo mundo é assim e não vai ser sua superproteção que mudará isso. Mas eu também preciso de um porto seguro, um lugar para onde voltar. O seu tempo de aventuras pela vida passou e você viveu. Agora é minha vez.

Fugir dos problemas ou fingir que eles não existem não são a solução. Me proibir de fazer algo, me prender em casa, não falar comigo por dias, me excluir das atividades familiares, limitar o pouco espaço que já tenho dentro dessa casa – que você grita aos quatro ventos ser sua -, inclusive ameaçando me expulsar daqui – como você já fez 4 vezes – não vão me ensinar lição nenhuma. Eu percebi, depois de alguns anos, erros e experiências que a culpa não é completamente minha. Cresci com a imagem imaculada de que pais que não erram e sempre sabem o que é melhor pra gente. Já achei que tudo de errado pudesse ser minha culpa e você nunca fez nenhuma questão de me dizer que era mentira. Depois de tanto me culpar, eu  percebi que você também erra. Ainda que não aceite, ainda que não assuma, ainda que esconda. Você é tão humano quanto eu e qualquer outra pessoa. Seja humilde para aceitar isso como me ensinou a abaixar a cabeça quando eu estive errado. Eu sou fruto da sua educação. Se hoje eu penso e questiono, foi você quem me ensinou a ser assim. Assim como você me ensinou a não fazer acepção de pessoas por raça, cor, religião ou sexualidade, eu também não sei fazer acepção entre questionar o mundo e questionar meus pais. Não é falta de respeito. É consciência. Deveria sentir orgulho por ter um filho que pensa por si mesmo. Mas você acha isso ruim.

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Eu sou um homem agora. Eu cometi erros e pago por eles até hoje. E cometerei outros. Mas eu não sou mais um garotinho. Não me trate como uma criança, como um moleque, como um menino que precisa de castigo e correção quando erra. Me olhe igual, não por cima. Ofereça um conselho, um abraço. Ou nem ofereça nada mais que seus ouvidos. Mas não vire seus dedos condenadores para mim. O mundo inteiro já me julga, não preciso do seu julgamento também. Você sempre foi muito bom em julgar os outros, mas nunca parou nenhum momento para avaliar suas atitudes, exceto quando a vergonha lhe batia a porta. Você sempre se importou em parecer uma boa pessoa, bom pai, boa mãe, para todo mundo, menos pra mim. Logo eu, que sempre me esforcei para ser um bom filho. Que sempre tentei dar o meu melhor para você. A gente viveu uma mentira. Se eu minto hoje, foi você quem me ensinou. A gente viveu sob condições de suborno, onde eu tinha que dar algo para você, para conseguir o que eu queria. Se eu já subornei alguém, foi você quem me ensinou. Tá vendo como nem tudo é exclusivamente minha culpa? Nós deveríamos estar no mesmo time, não um contra o outro.

Eu levei pro mundo a educação que você me deu. O mundo me mostrou as regras do jogo e eu perdi a jogada, mas estou lendo as regras e aprendendo mais sobre elas, que não são as mesmas de quando você começou a jogar. Eu tenho que aprender a jogar sozinho. E eu agradeço por ter me ajudado até aqui. Podemos jogar e aprender juntos. Mas eu preciso que você se abra para mim, esqueça seu status superior e me dê a mão. O seu papel de autoridade passou. Eu sou livre, você é livre e nosso cordão umbilical foi cortado. Pode doer pra você, eu  não ser mais aquela coisinha que precisava de cuidados e te venerava. Não é um adeus, mas um novo olá. Dê a chance de conhecer a pessoa que me tornei. Existem nuances minhas que você desconhece. Existem histórias suas que eu ainda preciso conhecer. Existe um mundo inteiro que podemos descobrir juntos. Ou que você possa redescobrir comigo. Ele mudou desde que você deixou-o de lado por minha causa. Eu te amo. E eu sei que você me ama também mesmo quando grita que não aguenta mais minhas atitudes. Eu também não aguento as suas. Mas o que é o amor senão aquilo que une as pessoas mesmo quando elas não querem estar unidas. O que eu preciso agora não é de alguém para me guiar, eu preciso de um amigo. Pode ser você?

terça-feira, Abril 8 with 0 notas
Uma carta de desamor | Stella Florence

Me desculpe por ter tomado a iniciativa. Me desculpe por ter escrito. Me desculpe por ter ligado. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por ter dito sim. Me desculpe por ter gemido. Me desculpe por ter gozado. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe pelos machucados que sua ex deixou em você. Me desculpe por eu ter vindo logo atrás dela. Me desculpe por querer entender seu silêncio. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por eu não ter usado máscara. Me desculpe por desejar alguma intensidade. Me desculpe por desejar. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe pelo que foi ruim. Me desculpe pelo que foi bom. Me desculpe pelo atrevimento de supor que eu merecia o que de bom aconteceu. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por eu ter tirado a roupa. Me desculpe por eu ter mostrado meu corpo. Me desculpe por eu ter gostado de mostrar meu corpo. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por eu ter escrito coisas lindas para você. Me desculpe por você não ter entendido um terço do que eu escrevi. Me desculpe por você ter me achado ousada demais. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por, em algum momento, eu ter te amado. Me desculpe por, em algum momento, eu ter te achado bonito. Me desculpe por, em algum momento, eu ter me achado bonita. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe pelos seus erros de português. Me desculpe pelos erros de português da sua nova namorada. Me desculpe pela sua nova namorada achar margarida uma flor pobre. Me desculpe por eu ter voz.

Me desculpe por você torcer para o Palmeiras. Me desculpe se uma barata entrar na sua cozinha algum dia. Me desculpe pelos 130 km de congestionamento em São Paulo agora. Me desculpe por eu ter voz.

Mas, sobretudo, me desculpe por pedir essas ridículas, inúteis e dolorosas desculpas. Que, naturalmente, não são para você, afinal, porcos não reconhecem pérolas.

terça-feira, Abril 8 with 0 notas
Ser feliz virou lema.
Amor próprio uma obrigação.

Naihana Teixeira (via boba-sonhador4)

sábado, Abril 5 with 502 notas
Por um lado eu te amo tanto, que chega a doer. Já por outro, te odeio a ponto de me sufocar. E dos dois lados, você me mata aos poucos.

A culpa é mesmo das estrelas? (via memoriatos)

domingo, Março 23 with 10.340 notas
Rio de Janeiro
Hoje é 23 do 3
Como vão as coisas
De mês em mês
Eu me sento pra escrever pra você

Leoni

domingo, Março 23 with 0 notas